8 de Março – Dia Internacional da Mulher
Neste 8 de março, celebramos o Dia Internacional da Mulher, oficializado pela ONU em 1975, após uma série de mobilizações femininas que reivindicavam a redução da jornada de trabalho, melhores salários, o direito ao voto e tantas outras conquistas fundamentais. Em 2026, 51 anos depois, é inegável que avanços importantes foram alcançados.
No entanto, em vez de apenas comemorarmos essas vitórias, somos confrontados com uma realidade alarmante: o crescimento da violência contra as mulheres. Em 2024, foram registrados 231 casos de feminicídio no Rio Grande do Sul; em 2025, o número subiu para 258. E, entre 1º de janeiro e 25 de fevereiro de 2026, já são 20 mulheres mortas em razão da violência de gênero. Enquanto a média mundial de mulheres assassinadas por parceiros ou familiares é de aproximadamente 1,0 por 100 mil habitantes, o RS registrou, em 2025, a taxa de 1,4 — acima da média global.
Diante desse cenário, é urgente dar um basta a essa escalada de violência. Cabe aos governos, às instituições, aos sindicatos, aos órgãos de segurança pública e às redes de apoio denunciar, acolher as vítimas e construir estratégias eficazes para enfrentar e reduzir esses índices. Para as mulheres comemorarem o seu Dia, elas precisam estar vivas!!!
Nesse contexto, o CEAPE promove o evento “Responsabilidade e Justiça – O Papel das Instituições no Enfrentamento à Violência contra a Mulher”, que será realizado no dia 12 de março, às 14h, no Auditório da Escola Francisco Juruena. O encontro, que tem apoio do TCE-RS e da ESAP, reunirá mulheres que atuam diretamente na proteção, na garantia de direitos e na formulação de políticas públicas voltadas ao enfrentamento da violência.
Segundo o presidente do CEAPE-Sindicato, Hildebrando Pereira, “será um momento de reflexão, diálogo e fortalecimento institucional, reafirmando o compromisso com a defesa dos direitos das mulheres e repúdio veemente à violência contra a Mulher”.
Todos e todas estão convidados a participar e a contribuir para a construção de caminhos que transformem essa realidade e devolvam às mulheres o direito fundamental de viver sem medo.

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