Schumpeter e o prêmio Nobel de Economia

Por João Neutzling Jr.

A Academia Real de Ciências da Suécia anunciou semana passada que o Prêmio Nobel de Economia de 2025 foi para os economistas Joel Mokyr e Peter Howit dos EUA e Phillipe Aghion, da França, por pesquisas de como a inovação impulsiona o progresso. O trabalho deles se dedicou a explicar como o crescimento econômico impulsionado pela inovação e avanço tecnológico promovem o desenvolvimento através da destruição criativa. Mas, nenhuma novidade.

O mais notório economista que estudou este tema antes foi o austríaco Joseph A. Schumpeter (1883-1950) que foi o primeiro a considerar as inovações tecnológicas como motor do desenvolvimento capitalista. Porém, nunca ganhou o Nobel, nem postumamente apesar de sua obra ser de relevância universal.

Entre suas obras publicadas aqui no Brasil destacam-se A Teoria do Desenvolvimento Econômico (Die Theorie der Wirschaftlichen Entwicklung), de 1911, na coleção Os Economistas da Abril Cultural de 1982 e Capitalismo, Socialismo e Democracia de 1942.

Schumpeter advogava que a inovação poderia ocorrer como um evento que altera o estado de equilíbrio existente como: a introdução de novo bem no mercado, a descoberta de novo método de produção ou de comercialização de mercadorias, a conquista de novas fontes de matérias-primas, ou mesmo a alteração da estrutura de mercado vigente, como a quebra de um monopólio, por exemplo.

Ele criou o termo “destruição criativa” como inovação tecnológica, onde se destrói uma estrutura econômica ou relação de produção vigente para se dar espaço para novos produtos/serviços criadores de novas oportunidades.

Entre as principais invenções humanas que moldaram nossa história, segundo Schumpeter, podemos citar o saneamento urbano, a bússola, a pólvora, a imprensa de Gutemberg, a bateria, o plástico, a telefonia, a penicilina, entre outras.

E hoje temos a consolidação da internet como exemplo de destruição criativa, pois além de multiplicar e disseminar o conhecimento infinitamente, acabou destruindo inúmeros produtos e serviços. Quantas revistas e jornais deixaram de ser publicadas devido à internet?

Videolocadoras trocaram de fitas de VHS por DVD e Blu-ray, para depois serem extintas pelos serviços de Streaming e TV a cabo. Mais um caso de destruição criativa.

A inteligência artificial (IA) é outra inovação científica que ainda vai causar muita destruição, nem sempre criativa.

Ainda nesta seara, um outro nome não pode ser olvidado: Thomas Kuhn (1922-1986) autor de um baluarte das ciências sociais A Estrutura das Revoluções Científicas de 1962, obra que analisa as mudanças de paradigma tal como Schumpeter e os recém premiados Mokyr, Howit e Aghion. Kuhn também não foi premiado pelo Nobel apesar de toda superlatividade de sua obra.

Aqui no Brasil, necessário lembrar todo o trabalho de Celso Furtado (1920-2004) que escreveu um dos mais perfeitos capítulos da história econômica mostrando que o subdesenvolvimento econômico é um reflexo do enriquecimento das metrópoles do sistema capitalista. Também não premiado pelo Nobel.

A academia sueca do Nobel deveria ampliar seu horizonte de análise e olhar mais para uma produção científica mais realista.

A Academia Real de Ciências da Suécia anunciou semana passada que o Prêmio Nobel de Economia de 2025 foi para os economistas Joel Mokyr e Peter Howit dos EUA e Phillipe Aghion, da França, por pesquisas de como a inovação impulsiona o progresso. O trabalho deles se dedicou a explicar como o crescimento econômico impulsionado pela inovação e avanço tecnológico promovem o desenvolvimento através da destruição criativa. Mas, nenhuma novidade.

O mais notório economista que estudou este tema antes foi o austríaco Joseph A. Schumpeter (1883-1950) que foi o primeiro a considerar as inovações tecnológicas como motor do desenvolvimento capitalista. Porém, nunca ganhou o Nobel, nem postumamente apesar de sua obra ser de relevância universal.

Entre suas obras publicadas aqui no Brasil destacam-se A Teoria do Desenvolvimento Econômico (Die Theorie der Wirschaftlichen Entwicklung), de 1911, na coleção Os Economistas da Abril Cultural de 1982 e Capitalismo, Socialismo e Democracia de 1942.

Schumpeter advogava que a inovação poderia ocorrer como um evento que altera o estado de equilíbrio existente como: a introdução de novo bem no mercado, a descoberta de novo método de produção ou de comercialização de mercadorias, a conquista de novas fontes de matérias-primas, ou mesmo a alteração da estrutura de mercado vigente, como a quebra de um monopólio, por exemplo.

Ele criou o termo “destruição criativa” como inovação tecnológica, onde se destrói uma estrutura econômica ou relação de produção vigente para se dar espaço para novos produtos/serviços criadores de novas oportunidades.

Entre as principais invenções humanas que moldaram nossa história, segundo Schumpeter, podemos citar o saneamento urbano, a bússola, a pólvora, a imprensa de Gutemberg, a bateria, o plástico, a telefonia, a penicilina, entre outras.

E hoje temos a consolidação da internet como exemplo de destruição criativa, pois além de multiplicar e disseminar o conhecimento infinitamente, acabou destruindo inúmeros produtos e serviços. Quantas revistas e jornais deixaram de ser publicadas devido à internet?

Videolocadoras trocaram de fitas de VHS por DVD e Blu-ray, para depois serem extintas pelos serviços de Streaming e TV a cabo. Mais um caso de destruição criativa.

A inteligência artificial (IA) é outra inovação científica que ainda vai causar muita destruição, nem sempre criativa.

Ainda nesta seara, um outro nome não pode ser olvidado: Thomas Kuhn (1922-1986) autor de um baluarte das ciências sociais A Estrutura das Revoluções Científicas de 1962, obra que analisa as mudanças de paradigma tal como Schumpeter e os recém premiados Mokyr, Howit e Aghion. Kuhn também não foi premiado pelo Nobel apesar de toda superlatividade de sua obra.

Aqui no Brasil, necessário lembrar todo o trabalho de Celso Furtado (1920-2004) que escreveu um dos mais perfeitos capítulos da história econômica mostrando que o subdesenvolvimento econômico é um reflexo do enriquecimento das metrópoles do sistema capitalista. Também não premiado pelo Nobel.

A academia sueca do Nobel deveria ampliar seu horizonte de análise e olhar mais para uma produção científica mais realista.


João Neutzling Jr. é economista, bacharel em Direito, mestre em Educação, auditor estadual, professor e escritor. (jntzjr@gmail.com)

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