Trump e a Venezuela
Leia artigo de João Neutzling Jr.
Desde setembro de 2025 as forças militares dos EUA têm atacado sistematicamente barcos e lanchas que transitam pelo mar do Caribe, próximo à Venezuela, que supostamente carregavam drogas em direção ao território dos EUA. Estes ataques já vitimaram 110 pessoas em 33 barcos segundo últimas notícias. Tudo isto foi assassinato injustificado e criminoso executado pela marinha americana.
Ora, se realmente aqueles barcos traficavam entorpecentes toda sua tripulação deveria ser aprisionada pela guarda costeira e todos deveriam ser processados em um tribunal penal, com ampla defesa e direito a advogado, por tráfico internacional de drogas. E a suposta carga de entorpecentes deveria ser usada como prova material do crime. Nada disso foi feito.
Ou seja, o que os EUA fizeram foi assassinato deliberado e injustificado de uma centena de pessoas onde nenhuma prova material do crime foi apresentada.
A própria Declaração Universal dos Direitos Humanos (ONU – 1948) estabelece que “qualquer pessoa acusada de um ato delituoso tem o direto de ser presumida inocente até que sua culpabilidade tenha sido provada em um julgamento público, onde lhe tenham sido asseguradas todas as garantias necessárias a sua defesa”. O que não ocorreu pois os supostos traficantes foram todos assassinados deliberadamente, sem direito de defesa.
Ora, mas o que é assassinar umas 100 pessoas no Caribe para o único governo do planeta que executou o genocídio nuclear de Hiroshima/Nagasaki (1945) incinerando cerca de 300 mil civis indefesos inocentes desarmados instantaneamente? Mixaria!
Pois agora a situação ainda piorou.
No início do mês, um comando militar americano invadiu a Venezuela, violando sua soberania institucional, sequestrou o presidente Nicolas Maduro, o qual foi levado para julgamento nos EUA por suposto crime de tráfico de entorpecentes. Nesta operação, cerca de 80 pessoas (entre civis e militares) foram assassinados pelo exército dos EUA. Este ataque norte-americano foi um ato de agressão gratuito e violação da soberania de um país independente sem razão ajusta (casus belli).
A Organização dos Estado Americanos (OEA) foi criada em 1948 visando promover o bem-estar social, democracia e respeito aos direitos humanos em todos os países da América. EUA é membro signatário.
Pois na Carta da OEA em seu artigo 2 consta expressamente:
“(…)a Organização dos Estados Americanos estabelece como propósitos essenciais os seguintes:
- Garantir a paz e a segurança continentais;
- Promover e consolidar a democracia representativa, respeitado o princípio da não-intervenção;
- Prevenir as possíveis causas de dificuldades e assegurar a solução pacífica das controvérsias que surjam entre seus membros;
Portanto, ficou notória violação da carta da OEA e da ONU pelas recentes ações americanas na Venezuela.
Para complementar, Mr. Trump declarou em entrevistas que o país deve assumir o controle político e econômico da Venezuela, incluindo a abertura do mercado petroleiro para empresas norte-americanas.
Qual o nome disso? O velho imperialismo onde uma nação decide se apropriar dos recursos econômicos de outro país (maior reserva de petróleo do planeta com mais de 300 bilhões de barris) em total desrespeito às normas do direito internacional. Não lembra o Iraque de 2003?
Desde setembro de 2025 as forças militares dos EUA têm atacado sistematicamente barcos e lanchas que transitam pelo mar do Caribe, próximo à Venezuela, que supostamente carregavam drogas em direção ao território dos EUA. Estes ataques já vitimaram 110 pessoas em 33 barcos segundo últimas notícias. Tudo isto foi assassinato injustificado e criminoso executado pela marinha americana.
Ora, se realmente aqueles barcos traficavam entorpecentes toda sua tripulação deveria ser aprisionada pela guarda costeira e todos deveriam ser processados em um tribunal penal, com ampla defesa e direito a advogado, por tráfico internacional de drogas. E a suposta carga de entorpecentes deveria ser usada como prova material do crime. Nada disso foi feito.
Ou seja, o que os EUA fizeram foi assassinato deliberado e injustificado de uma centena de pessoas onde nenhuma prova material do crime foi apresentada.
A própria Declaração Universal dos Direitos Humanos (ONU – 1948) estabelece que “qualquer pessoa acusada de um ato delituoso tem o direto de ser presumida inocente até que sua culpabilidade tenha sido provada em um julgamento público, onde lhe tenham sido asseguradas todas as garantias necessárias a sua defesa”. O que não ocorreu pois os supostos traficantes foram todos assassinados deliberadamente, sem direito de defesa.
Ora, mas o que é assassinar umas 100 pessoas no Caribe para o único governo do planeta que executou o genocídio nuclear de Hiroshima/Nagasaki (1945) incinerando cerca de 300 mil civis indefesos inocentes desarmados instantaneamente? Mixaria!
Pois agora a situação ainda piorou.
No início do mês, um comando militar americano invadiu a Venezuela, violando sua soberania institucional, sequestrou o presidente Nicolas Maduro, o qual foi levado para julgamento nos EUA por suposto crime de tráfico de entorpecentes. Nesta operação, cerca de 80 pessoas (entre civis e militares) foram assassinados pelo exército dos EUA. Este ataque norte-americano foi um ato de agressão gratuito e violação da soberania de um país independente sem razão ajusta (casus belli).
A Organização dos Estado Americanos (OEA) foi criada em 1948 visando promover o bem-estar social, democracia e respeito aos direitos humanos em todos os países da América. EUA é membro signatário.
Pois na Carta da OEA em seu artigo 2 consta expressamente:
“(…)a Organização dos Estados Americanos estabelece como propósitos essenciais os seguintes:
- Garantir a paz e a segurança continentais;
- Promover e consolidar a democracia representativa, respeitado o princípio da não-intervenção;
- Prevenir as possíveis causas de dificuldades e assegurar a solução pacífica das controvérsias que surjam entre seus membros;
Portanto, ficou notória violação da carta da OEA e da ONU pelas recentes ações americanas na Venezuela.
Para complementar, Mr. Trump declarou em entrevistas que o país deve assumir o controle político e econômico da Venezuela, incluindo a abertura do mercado petroleiro para empresas norte-americanas.
Qual o nome disso? O velho imperialismo onde uma nação decide se apropriar dos recursos econômicos de outro país (maior reserva de petróleo do planeta com mais de 300 bilhões de barris) em total desrespeito às normas do direito internacional. Não lembra o Iraque de 2003?

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