Encontro discute Sexualidade, Corpo e Transformações ao longo da vida

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Em uma roda de conversa voltada para o debate sobre saúde, relacionamentos e envelhecimento, a psicóloga Carmen Franzen abordou os impactos psicológicos e culturais do corpo e da sexualidade ao longo das diferentes fases da vida. O evento, coordenado pela diretora Naira Floriano, integra a série de debates do Programa Encontros, Histórias e Transformações 2026, promovido pelo CEAPE-Sindicato e visa fortalecer laços, promover o convívio e proporcionar a troca de experiências entre associadas e associados aposentados.
A palestrante iniciou o encontro conceituando a sexualidade e a libido, não apenas como o ato sexual em si, mas como o “pulso da vida” e a energia responsável por dar cor às relações humanas. Segundo Carmen, a maneira como as pessoas expressam ou vivenciam essa energia varia individualmente, dependendo do quanto essa libido se manifesta de forma aflorada ou contida.
O Corpo como construção cultural e psíquica
Durante a exposição, foi destacado que o corpo humano é o “único habitat” mantido da infância até o fim da vida, passando por constantes transformações. No entanto, a percepção e a aceitação desse corpo são fortemente influenciadas pelo contexto cultural e pelos padrões estéticos vigentes.
A palestrante alertou para a pressão social enfrentada principalmente por jovens. “Se hoje temos uma cultura muito forte de uma estética corporal com um padrão X imperando, quando nós não estamos dentro deste padrão, isso nos desacomoda psiquicamente”, explicou. A psicóloga ressaltou que a dificuldade de enquadramento em padrões estéticos irrealistas — como ser alta, magra ou ter determinados traços físicos impostos pela sociedade — pode gerar sentimentos de exclusão, insegurança e até episódios depressivos na adolescência e na vida adulta.
A trajetória corporal e os desafios após os 50 Anos
A relação com o corpo após os 50 anos também foi um dos pilares do debate. De acordo com a palestrante, a maneira como um indivíduo lida com o envelhecimento e a sexualidade na maturidade é reflexo direto das experiências, adoecimentos e aceitações vivenciadas na infância e na adolescência. A palestrante enfatizou também as diferenças entre o desenvolvimento do corpo feminino e do masculino. O primeiro, passa por marcantes transições biológicas e psicológicas, desde as mudanças aceleradas da puberdade até a menarca (primeira menstruação) e, posteriormente, a menopausa, que assinala a interrupção do ciclo reprodutivo. E, embora nos homens não ocorra um marco biológico abrupto como a menstruação, o conceito social e cultural da andropausa descreve as transformações físicas e emocionais vivenciadas na maturidade masculina.
Perguntas e relatos
O encontro foi estruturado de forma interativa, estimulando a participação do público através de perguntas e relatos. A dinâmica abordando temas encadeados: do corpo ao desejo, passando pelo afeto, pela intimidade e pela sexualidade até a vivência da menopausa e da andropausa. “A sexualidade aproxima, junta tudo, podendo ser uma forma, uma possibilidade de reinvenção e reencontros”, finalizou Carmen Franzen.

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